The Bens

O que Ben Kweller, Ben Lee e Ben Folds tem em comum? Nomes que começam com "Ben"?! Mais que isso. Os três cantores solos tem um afinidade direta com o pop. Para eles basta um violão em suas mãos que já se sentem satisfeitos em fazer música. Quem é apaixonado pelo pop alternativo certamente conhece essas figuras singulares e reconhecem seus trabalhos. Já imaginaram esses três Bens unidos?

É. Isso foi possível no ano de 2003 um período de certa inativa ou pouco trabalho para os três Bens enquanto ainda estavam separados. Para evitar a ociosidade decidiram fazer esse projeto até engraçado por levar o primeiro nome dos nomes artísticos dos três integrantes. Creio que essa união deve-se mais ao nome dos integrantes do que por mera semelhança sonora. Ben Folds no seu inseparável piano atua também como baterista, guitarrista e vocalista. Ben Kweller também nos vocais, guitarra e bateria. Ben Lee toma conta do violão, guitarra e vocais.



Essa união repentina gerou mais um Bens, ou melhor dizendo, um EP intitulado The Bens. O EP contendo quatro faixas traz as caracteristicas de cada um. O EP começa com piano do Folds embalado aos acordes suaves do violão do Lee. 'Stop!' vem com um levada pop com uma interrupção mais brusca do rock bem a cara do Kweller que alias, canta nessa canção. 'Bruised' é a que une em definitivo a singularidades dos cantores: o piano do Folds, a delicadeza do Lee nos vocais e o "pa pa pa pa pa pa" do Kweller particularidade do mega hit 'Falling'.

Os Bens são divertidos não só por terem nomes em comum, mas também por saberem manejar a música pop como poucos sabem. Se antes já sabiam imaginem agora juntos.

The Bens EP (2003)
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01 - Just Pretend
02 - XFire
03 - Stop!
04 - Bruised
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Relespública

O Relespública é uma banda de rock 'n roll curitibana com a cara do famoso yeah yeah yeah dos Beatles. O grupo é um dos fortes aliados da cena independente brasileira e já figura nesse submundo sonoro desde 1989. Apesar desse longo e contínuo caminho percorrido, os "senhores" do Relespública não tem um safra muito boa quanto a quantidade de discos, afinal, esses 20 anos de carreira só lhe renderam 4 discos de inéditas.

A formação atual segue a frente com Fabio Elias (guitarra e vocal), Emanuel Moon (bateria) e Ricardo Bastos (baixo e vocal). A estrutura em que o Relespública trabalha em cima é bem conhecida da gente. Sabe aquele rock 'n roll music do Cachorro Grande só que sem muita agressividade?! Junte essa pegada sententista e oitentista junto à um refugo de sentimentos românticos propostos por um Dissonantes e uma dose apelo social em suas letras.



Essa é uma definição meio sólida do Relespública concretizada no álbum Efeito Moral, último disco da banda lançado em 2008. Apesar de serem de uma época onde as bandas de rock procuravam politizar seus ideais em suas letras, eles seguem uma proposta um pouquinho diferente dessa. Até que eles conseguiram discriminar sua opiniões politicas e sociais nas faixas 'Não Seja Otário, Não!' e 'Homem-Bomba'. No mais o Relespública procura abordar uma tema mais moderno - "Dê Uma Chance Pro Amor"!

Efeito Moral traz mensagens de amor e ódio implícitos em suas composições sentimentalistas. Uma possível tacada de mestre pra atingir um público mais jovem com seus amores platônicos. "Quem precisa dessa canção. E quem precisa do amor?!" x "Hoje eu tenho um amor. Eu tenho você". É nesse "meu jeito rock 'n roll de ser", como eles mesmo dizem, que conseguem estreitar esses sentimentos distintos quase unindo-os nesse mediador chamado rock 'n roll.

Efeito Moral (2008)
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01 - Nós Estamos Aqui
02 - Dê Uma Chance Pro Amor
03 - O Planador
04 - Tudo Que Eu Preciso
05 - Não Seja Otário, Não!
06 - Homem-Bomba
07 - S.O.S
08 - Tema Pela Terra
09 - Catavento
10 - Se Tenho Você
11 - Lady Baby
12 - Garota Só
13 - Lara Bee
14 - Olha Que Absurdo
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João Coração

Os nossos saudosos ex-colonizadores portugueses não tem lá muita repercussão no mundo da música alternativa ou afins. Mas os que aparecem por lá ganham considerável notoriedade por lá e porque não mundo a fora. Além do peixe:avião, um dos principais destaques do alternativismo lusitano, João Coração aparece como representante do Folk portugues. Um cantor com sotaque português e um jeito Sufjan Stevens de ser.

João Coração é um dos 14 membros do movimento que acabou virando gravadora, FlorCaveira, que ao que parece surgiu com o objetivo ponte de acesso para os artista da cena independente portuguesa. Sua curta trajetória, desde 2007, já lhe rende dois discos. O segundo e mais novo trabalho chamado de Muda Que Muda lançado pela própria FlorCaveira. O cantor lusitano não poupa uso de instrumentos nos seus singelos arranjos suaves assim como manda o script do folk. Flauta, gaita, percussão além do clássico violão são os elementos bases do João Coração.



O agradável clima imposto por esses instrumentos entra em perfeito contraste com a voz nasalada de João como na canção 'Passo a Passo'. Mas nem sempre ele mantém esse tom frio e depressivo. Logo em seguida 'Muda que Muda' é recheada de palminhas e coros que percorrem numa nova perspectiva mais animada. Nesse disco ainda cabe um piano do Jazz finalizando a canção 'Cadeiras Ocidentais' dando uma cara de bohemia portuguesa.

São nesses estados de entusiasmo e depressivo que João Coração compartilha seus mais doces ou azedos sentimentos em 'Muda que Muda' e como o próprio nome sugere ele vez por outra muda seu sentimento impostos nas canções.

Muda que Muda (2009)
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01 - Canção Pra Ficar
02 - Passo a Passo
03 - Muda Que Muda
04 - Abalada
05 - Sofia
06 - Cadeiras Ocidentais
07 - O Aveço do Começo
08 - Istambul ou Budapeste
09 - Abre a Janela
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The Bravery

O The Bravery já tinha conquistado um bom status de banda de indie rock por diferenciar um pouco das demais bandas desse ramo. Os americanos do Bravery não só usam as guitarras distorcidas e velozes do Indie como também exploram o que os sintetizadores tem de melhor dentro de suas pretensões "indianas" para fazer um som mais diferencial. Sem falar em outra caracteristica marcante neles que é a voz meia artifical de Sam Endicott.

Stir The Blood, mais novo trabalho do Bravery, traz mais uma vez a potência que eles conseguem extrair dos riffs inquietantes que se sobrepõem a uma descarga de toques eletrônicos que ajudam a confeccionar uma sonoridade meio dark-wave isso grças ao timbre surreal de Endicott que ajuda criar esse ambiente sombrio e ao mesmo tempo dançante. Mesmo quando necessário diminuir o ritmo como em 'Sugarpill', Endicott não perdeu a pose, ou melhor, jeito peculiar de entonação.



Nesse álbum o The Bravery procurou explorar em algumas canções o que o punk tem a oferecer. 'Hatefuck' é uma canção com todos os traços punk possíveis desde as guitarras velozes e rítmicas, o baixo ganhando mais espaço e a bateria com batida uniforme sem variação alguma. Junte essa pegada punk a toques sutis dos sintetizadores. Ficou bem dance-punk. Essa música é certamente a diferencial do disco e possivelmente o primeiro single do Stir The Blood. As guitarras arrojadas permaneceram ativas em toda essência do álbum com mais ênfase em algumas faixas como em 'Adored' e 'Song For Jacob'.

O The Bravery não precisou fugir muito de seus primórdios pra se manter num bom nível. Stir The Blood é objetivo, curto e direto. Mesmo assim consegue prender nossa atenção e é tão bom quanto qualquer outro lançamento desse ano.

Stir The Blood (2009)
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01 - Adored
02 - Song for Jacob
03 - Slow Poison
04 - Hatefuck
05 - I Am Your Skin
06 - She’s So Bendable
07 - The Spectator
08 - I Have Seen the Future
09 - Red Hands and White Knuckles
10 - Jack-O’-Lantern Man
11 - Sugarpill
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iLiKETRAiNS

O iLiKETRAiNS já havia me impressionado com a densidade sonora imposta por eles nos seus arranjos sempre calculista e pesados. Eu não aguardava um novo álbum do iLiKETRAiNS pra esse ano e assim como não tinha essa expectativa veio também uma sensação negativa ao ouvir Hope Is Not Enough...novo disco deles. Hope Is Not Enough...é diferente daquilo que eles fizeram no Progress-Reform, por exemplo.

O que marcou a banda sem dúvidas foi a atmosfera pesada que a banda produzia. Sempre focando nas guitarras pesadas e na gravidade da voz sombria de Dave Martin. Falando em guitarras pesadas obviamente retrata riffs pesados e velozes seguido de um som mais grave visualizando uma perspectiva próxima ao Post-Rock. Essa era a base do iLiKETRAiNS. Era!



Pelo menos Hope Is Not Enough... permanece ainda nesse perspectiva Post-Rock trabalhando o lado instrumental da banda. Mas desta feita a banda perdeu os riffs pesados que os identificaram. Os riffs tenebrosos de antes deram lugar a toques cadenciados que penetram num clima taciturno e amedrontador, isso outra qualidade que os identificam bem. Ao menos um vestígio que ficou.

Em 'We Were Kings' e "William's Last Breath' até encontramos uma tentativa remota de impulsionar aqueles power riffs de antes. Mas não passa dai. No mais a banda desta vez procurou focalizar suas composições em canções frias e depreciativas como 'Hope' e 'Divorce Before Marriage'. Toda densidade agora gira entorno de uma voz mais assustadora que arrebata a voz do tradicional post-punk em meio a um som mais tenso.

Hope Is Not Enough...(2009)
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01 - We Were Kings
02 - Bones
03 - William's Last Breath
04 - Hope
05 - A Sea Of Regrets
06 - Divorce Before Marriage
07 - Progress Is a Snake
08 - Sirens
09 - Lions
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